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Mensagem por Admin em Qua Jan 13, 2016 9:17 pm

lady gaga V


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Artigo de Joe Patterson

Bem, eu não faço a menor ideia de se, em alguma ocasião anterior na qual, durante o final de uma entrevista com alguma celebridade, o famoso apontaria para um ralador, pegaria uma tigela de batatas e me pediria para ralar a casca de todas. Sim, eu tenho certeza: nunca aconteceu com Angelina Jolie, George Clooney ou Jay Z. “Oh, e Joe”, ela me disse. “Você pode cortar a rúcula quando acabarmos [a entrevista], por favor?”. É cinco da tarde na casa de Lady Gaga e Taylor Kinney, em Malibu, nos Estados Unidos, comprada ano passado pela cantora. Lá fora está escuro, mesmo que o relógio não tenha batido cinco da tarde, e o mormaço de chuva invade minhas narinas com aquele cheiro de umidade tão famoso por embolorar armários.

Eu olho para Gaga. Um rádio quieto no canto do balcão da cozinha toca uma faixa do novo disco de Gaga, V, que está marcado para ser lançado dia 16 de janeiro – esse sábado -, em meio de altas expectativas e vendas. Gaga murmura os versos de uma canção do disco, Paradise, a colaboração com Adele, enquanto prepara o jantar. Ela está vestindo o seu vestido de carne. Brincadeira. Ela está vestindo uma árvore de natal? Não. Ok. O que ela está realmente vestindo é uma camiseta cinza velha, esburacada em algumas regiões, e um short jeans aleatório, também rasgado – esse para meios decorativos. O cabelo dela está uma bagunça e a maquiagem, no banheiro. Ela parece o que realmente é: uma recém-noivada mulher numa tarde de domingo em sua cozinha, preparando macarrão. Calma, calma: ela tem uma pergunta superimportante. “Você se importa de eu colocar queijo ralado em seu prato quando estiver pronto?”  Eu respondo: “Não, não. Adoro queijo ralado, na verdade”. Naquele ponto, Gaga já estava tirando o macarrão da panela e colocando o molho de tomate, também cozido por ela. Enquanto ela serve a massa em um prato ornado com um pouco de ouro, ela para e pensa. “Não está muito cedo para comermos?”. De fato, ela acabou o prato era quase seis horas. Taylor comenta que está morrendo de fome. “Ah, então vamos atacar de uma vez”, Gaga responde, rindo.

A cantora serve os pratos na mesa da cozinha, parando. “Calma, eu não posso fazer isso sem música”. Gaga vai ao rádio e aumenta-o, enquanto Autumn Leaves, sexta faixa do V, toca. O macarrão estava delicioso, devo dizer. Gaga é uma cozinheira de mãos cheias – suas raízes italianas não negam a paixão pela cozinha tricolor. “Eu amo essa canção. Se você me perguntar, ela é a favorita de todo o álbum”. Gaga tira seu tempo, come uma almondega. “Eu adoro a metáfora entre folhas de outono e as coisas boas de nossa vida, toda a produção por traz dos vocais. RedOne fez um ótimo trabalho nessa música. E a vontade de torna-la um single?”, Gaga ri. Conversamos de um tudo – do cenário da música atual à morte de David Bowie à política Americana – enquanto eu saboreava o maravilhoso prato italiano. Quando terminamos a deliciosa janta, Gaga levantou-se subitamente, tirando o prato de nós três. “Aceitam café?”, ela pergunta, enquanto eu e Taylor afirmamos com a cabeça. Ela volta alguns segundos depois com uma bandeja, elegantes copos ornando a parte superior.

“Eu estou muito ansiosa em ter V cobrindo as prateleiras de todas as lojas”, a cantora continua. “Sabe, esse álbum é muito, muito, muito importante para mim, pois reflete meu estado de vida atual – toda a alegria e amor ao meu redor. Sonoramente, ele é mais synth pop, mas tem bastante elementos da disco e da house, principalmente dos anos noventa e oitenta, misturados com os gêneros principais. Tunnel of Love é a faixa que mais mescla dance oitentista em todo o material, eu acho, então é um bom ponto de partida para vocês saberem como o resto se parece na melodia e ritmo”. Tunnel of Love foi o lead single do álbum, altamente aclamado pela crítica especializada, que teve um sucesso forte para a pegada mais throwback da música – inclusive ficando no topo dos charts mundiais, sempre no top five nas três semanas disponíveis no mercado.


"Sabe, esse álbum é muito, muito, muito importante para mim, pois reflete meu estado de vida atual – toda a alegria e amor ao meu redor."


“Eu tive muitas inspirações para o V. Confessions [on a Dancefloor] da Madonna, E•MO•TION da Carly [Rae Jepsen], Unorthodox Jukebox do Bruno Mars. Todos esses discos têm essa influência no passado escondida atrás das layers pop moderno, sabe, e é isso que eu queria para o disco. Algo que lembrasse os anos oitenta mas que não tirasse a minha sonoridade marcante”. Gaga toma um longo gole de sua xícara de café, os fios de cabelo caem sobre seu corpo de forma aleatória enquanto ela se ajeita na cadeira. “Querem ouvir outra música?”, ela nos pergunta. “Pode deixar em Paradise, eu tô amando essa pegada mais calma”, respondo. Definitivamente, Paradise é a música mais balada do disco e a mistura dos vocais de Gaga e Adele é tão inesperada que se torna um prato cheio aos fãs das duas divas. Passamos o resto da noite, até sete horas, mais ou menos, ouvindo todo o álbum, enquanto Gaga comentava tudo sobre o disco. É outro disco da cantora, totalmente diferente de seus antecessores, mas que mesclava os melhores aspectos dos anteriores – visuais, voz marcante, melodia forte e presença de refrão. É melhor que qualquer outro álbum da discografia, porém, com Gaga se dando ao máximo para fazer material consistente – um disco cheio de revelações pessoais, declaradas em versos electro-pop com influências dos anos oitenta, novamente produzido pelo mestre RedOne. Dessa vez, porém, Gaga também chamou os mega mentes Nile Rodgers e Stuart Price – o melhor time de produtores possíveis. Como o maior fã do The Fame Monster, posso dizer que V é dez vezes melhor. Lady Gaga em seu apogeu.


"[Queria para o álbum] algo que lembrasse os anos oitenta mas que não tirasse a minha sonoridade marcante."


É quase oito horas quando entro no carro, dando tchau para Gaga. Eu vejo, novamente, que ela é, acima de uma das maiores popstars do mundo, uma noiva. Apenas uma noiva levemente de ressaca numa tarde de domingo, cozinhando para seu cônjuge com todo o amor do mundo. Eu vejo o túnel do amor em seus olhos.
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